| Seminário da Arma de Artilharia 2010 “A ARTILHARIA NAS OPERAÇÕES EM ÁREAS EDIFICADAS” |
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| Escrito por Escola Prática de Artilharia | |
| 20-Jul-2010 | |
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A Escola Prática de Artilharia (EPA) realizou no dia 19 de Maio de 2010 o Seminário da Arma de Artilharia subordinado ao tema, “A Artilharia nas Operações em Áreas Edificadas”. Este evento, surge no seguimento de uma prática que se vem desenvolvendo há alguns anos e cujo objectivo primário é a discussão de temas de inegável actualidade, tendo em vista o desenvolvi-mento de ideias que visam o apoio à tomada de decisão sobre a actualização e o desenvolvimento da Artilharia portuguesa e onde a EPA procura atingir uma dupla finalidade: por um lado reunir conceitos e factos relativos aos actuais ambientes de emprego de forças militares, em particular aquelas em que o nosso país se encontra envolvido e, por outro, apresentar ideias e apontar caminhos tendo em vista o desenvolvimento da nossa Arma, que permitam acom-panhar as profundas alterações que decorrem das exigências destes ambientes.
Nesta sua edição de 2010, o Seminário teve como finalidade, apresentar os últimos desenvolvimentos e promover o conhecimento sobre o emprego da Artilharia em Operações em Áreas Edificadas, permitindo simultaneamente o debate de ideias e a reflexão sobre a evolução da Artilharia portuguesa. O Seminário presidido pelo Director Honorário da Arma de Artilharia, TGen Joaquim Formeiro Monteiro, contou com a presença, na Comissão de Honra, do Comandante da Instrução e Doutrina, TGen Luís Miguel de Negreiros Morais de Medeiros e do Presidente do Conselho da Arma de Artilharia, MGen Frederico José Rovisco Duarte. Na audiência, contabilizaram-se ainda as presenças do Gen Loureiro dos Santos, do TGen Abrantes dos Santos, do MGen Cunha Piriquito, do MGen Estêvão Alves, do Director de Formação do Comando da Instrução e Doutrina, MGen Dias Coimbra e de delegações das Unidades de Artilharia, da Academia Militar (AM), do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM) e de algumas Escolas Práticas. A definição do tema geral do Seminário, resultou da evidência da natureza cada vez mais urbana dos teatros de operações da actualidade, a par da enorme influência exercida sobre as forças militares por factores que lhe são exteriores e que limitam fortemente a sua actuação, de que se destacam a presença dos meios de comunicação social, as condicionantes impostas pelas regras de empenhamento, o aumento da concentração urbana e a acção de novos actores, como sejam as organizações não-governamentais, as companhias privadas de segurança, entre tantos outros. A Artilharia, nas suas vertentes de Campanha e de Antiaérea, é confrontada com esta realidade de modos distintos. Se por um lado a natureza predominantemente ofensiva da Artilharia de Campanha, condiciona fortemente o seu emprego em áreas de grande densidade populacional, por outro o carácter eminentemente defensivo da Artilharia Antiaérea, torna-a num vector de actuação importante no sentido da minimização das baixas. E foi sobre esta dualidade que repousou a importância do tema do Seminário, ainda pouco abordado, em particular ao nível nacional, pelas diferentes entidades responsáveis pela discussão deste tipo de problemas. Por outro lado, é por demais conhecida a realidade actual da Artilharia portuguesa que, a par das suas congéneres de países amigos e aliados, sofre de uma relativa redução de importância, pela natureza das operações da actualidade, onde o softpower se sobrepõe às acções possantes e de imposição da vontade dos beligerantes, através do uso da força convencional. A Artilharia, ainda, não encontrou o seu espaço, resultante destas novas realidades, pelo que urge discutir estes assuntos de uma forma aberta e sem preconceitos, de modo a identificar novos caminhos. Sem pretender encontrar a solução ideal e definitiva para fazer face à realidade do emprego da Artilharia no combate em áreas edificadas, o Seminário apontou caminhos e ideias, que necessariamente serão sujeitos a um maior escrutínio pelos órgãos próprios de análise e decisão, tendo em vista uma maior rentabilização dos recursos actualmente colocados ao dispor das nossas unidades de apoio de fogos e de defesa antiaérea, de modo a garantir o seu necessário contributo para a eventual participação nacional nas operações actualmente em curso ou noutras que se venham a desenvolver. Importa aqui salientar que o conhecimento nacional sobre estas operações, resultante da experiência prática, constitui um património significativo, na medida em que Portugal já envolveu nos últimos 15 anos, mais de 20.000 militares em operações, pelo que é chegado o momento de dar oportunidade ao saber adquirido de ser transmitido e discutido no momento e local próprio, por militares nacionais, com conhecimento pessoal destes teatros; e este foi também um desafio assumido na organização deste Seminário. O tema geral do seminário “A Artilharia nas Operações em áreas edificadas” foi articulado em três grandes áreas, a que corresponderam outros tantos painéis. O primeiro painel subordinado ao tema “As Operações em Áreas Edificadas e os contributos das Unidades de Artilharia”, foi moderado pelo MGen Frederico José Rovisco Duarte, e teve como oradores o TCor Art António José Ruivo Grilo, do IESM, que apresentou o tema “A caracterização das Operações em Áreas Edificadas e o emprego da Artilharia” e o Cor Art Rui Manuel Ferreira Baleizão, cuja intervenção abordou o tema “Os constrangimentos ao emprego da Artilharia nas Operações em Áreas Edificadas”. O segundo painel, moderado pelo MGen António José Pacheco Dias Coimbra, foi dedicado às “Lições aprendidas sobre o emprego da Artilharia nos conflitos recentes”, e contou com a participação do TCor Art Carlos Manuel da Silva Caravela, da AM, que apresentou o tema “O emprego da Artilharia no Teatro de Operações do Iraque” e do Cap Art Sandro José Robalo Geraldes, do RA 4, cuja intervenção versou sobre o tema “A Artilharia no Teatro de Operações do Líbano”. O terceiro painel, moderado pelo Cor Art Maurício Simão Tendeiro Raleiras, da AM, permitiu a reflexão sobre “O emprego da Artilharia nas Operações em Áreas Edificadas”, e teve como oradores: o TCor Art Vítor Hugo Dias de Almeida, da EPA, que apresentou o tema “O Apoio de Fogos nas Operações em Áreas Edificadas” e o TCor Art António Alberto Crispim Paradelo, do RAAA 1, cuja intervenção versou sobre o tema “A Defesa Aérea nas Operações em Áreas Edificadas”. |
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| Actualizado em ( 04-Out-2010 ) |
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